Os “Open Educational Resources” (OER´s) chegaram e instalaram, sendo hoje suporte de inúmeros projectos desenvolvidos pelas mais reputadas Instituições de ensino no mundo.
De acordo com a Wikipedia “The term "Open Educational Resource(s)" (OER) refers to educational resources (lesson plans, quizzes, syllabi, instructional modules, simulations, etc.) that are freely available for use, reuse, adaptation, and sharing. ( http://www.wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one/Introduction/Defining_OER )
Se do acrónimo se infere que são recursos educacionais, a palavra open, para os menos atentos, poderá não os identificar como isentos de encargos para os seus utilizadores. Será nesta perspectiva, a do não envolvimento de quaisquer custos, que este post se debruçará, sendo que a palavra-chave deste texto será “Sustainability” (sustentabilidade).
O termo OER é relativamente recente, data de 2002, resultando de uma reunião na UNESCO, realçando-se do relatório produzido “...are tipically made freely available over the Web on the internet...” (Wiley, David: 3), no entanto, ainda segundo o mesmo autor, os mesmos envolvem custos reais em tempo dos pessoas que os desenvolvem, em políticas de rotinas de desenvolvimento, equipamento, utilização da internet a que acresce a administração e eventual aquisição e software. Como os encargos não se reflectem no utilizador, importa pensar como será possível sustentá-los assim, dado que a sua utilização se começa a massificar, passando inclusive as fronteiras académicas e servindo de instrumento para políticas governamentais, (não só na vertente educacional), sugerindo-se a leitura do post publicado em http://www.theregister.co.uk/2009/02/25/gov_open_source/ .
Henrique Ribeiro, em http://ribeironofiel01.blogspot.com/2009/05/recursos-educacionais-abertos-alguns.html , sintetiza esta questão de forma bastante pragmática “Muito do desenvolvimento de OER tem sido concretizado com base em projectos e muitas vezes com o apoio financeiro de diferentes doadores. No entanto, é necessário assegurar a viabilidade e sustentabilidade das iniciativas dos OER no período pós-subsídio. Para serem sustentáveis, os OER devem ser integrados nas políticas, nos procedimentos e, também, nos orçamentos regulares das instituições.”. Esta visão encontrei-a também na “Cape Town Open Education Declaration”. ( http://www.capetowndeclaration.org/read-the-declaration ), incluindo-se nesta visão uma ideia interessantíssima, o suporte dos OER´s por financiamento público “Ideally, taxpayer-funded educational resources should be open educational resources.”
Por outro lado, deparei-me também com uma informação importante e que me escapava, talvez pelas razões apontadas por Sinara Duarte em http://softwarelivrenaeducacao.wordpress.com/ , “...É importante destacar que quando se fala em software livre, muitos pensam que este é sinônimo de gratuito, devido a sua origem etmológica do inglês free pode ser traduzido tanto como gratuito e como livre.. Assim, software livre não significa software gratuito. Muitos são gratuitos, como forma de divulgar o movimento de software livre. Por exemplo, o wordpress é um software de criação de blogs, que é livre, mas não é gratuito. Qualquer pessoa pode criar um blog gratuitamente, mas se desejar algumas outras funcionalidades, precisaria pagar para ter acesso (é opcional)...”. Esta questão é mais uma achega para a discussão desta temática, que certamene voltará à conversa futuramente.
Concluindo, a maior fatia de custos para projectos de software “open souce” tem a ver com as pessoas envolvidas (Wiley, David: 3), peloq eu a procura de um modelo de negócio que sutente estes ptojectos é fundamental, pelo que a visão apontada na declaração de Capetown, referida atrás, parece-me de explorar, teremos é muito possívelmente, de aguardar pela tão esperada retoma económica.
Carlos Mouta Raposo
Bibliografia:
Wiley, David "On the sustainability of Open educational Resource Iniatives in Higher Education", dispnível em www.oecd.org/edu/oer